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Raphael Costa

O músico e compositor pernambucano Raphael Costa disponibilizou recentemente, nas plataformas de streaming e em suas redes sociais, o seu primeiro álbum, Diamante Hortelã.  O disco traz uma síntese dos trabalhos desenvolvidos na última década pelo artista. “São canções que falam de um jeito sincero de universos que eu acredito. Todas essas músicas vêm de lugares íntimos e são complementares”, explica o músico, que lança o trabalho em um momento importante da vida: durante a feitura do álbum viveu o nascimento de sua primeira filha Iná e, em seguida, a morte de seu pai Ricardo Jorge, com quem conduziu entre 2010 e 2013, no Recife, a Casa de Seu Jorge (espaço independente que acolheu mais de 400 shows, principalmente de música brasileira). “Este disco traz um lastro de memórias fundamentais que vão me guiar pro resto da vida”, coloca o artista.

  Diamante Hortelã foi produzido no Estúdio Totem, em Fortaleza, por Raphael e Marcelo Jeneci – parceiro que traz para o trabalho além de sanfona, piano e teclados, a sua voz num dueto para a canção “Tempos Assim”. “Raphael Costa é um grande compositor. Um artista pernambucano que eu admiro muito. E de tanta admiração pelas músicas dele, pelo faro poético, pela vibração poética em que ele vive e pela doçura, se tornou um grande amigo. A gente não teve nenhuma hesitação na hora de trabalhar junto neste álbum”, diz Jeneci. Além dele, talentosos e experientes músicos participaram das gravações: Pedro Baby (violão nylon), Thiago Hoover (guitarras), Pedro Fonseca (violão 7 cordas), Rogério Samico (baixo, guitarra, guitarra 12 cordas, cuatro, violão nylon, violão aço), Thiago Queiroz (sax alto, sax barítono), Gilú Amaral (percussão), Lasserre (percussão), Igor Ribeiro (bateria), Pepeu (bateria) e Yury Kalil (bateria). Este último, além de engenheiro de gravação também assina a mixagem do disco que teve a sua capa criada pela designer carioca Mariana Solis. No outro dueto do álbum, “Juninamente”, Raphael divide o canto com Elba Ramalho, voz que inspirou a criação da canção e que representa, segundo o compositor, um ideário de influência direta no seu modo de compor.

  A divulgação do disco teve início com o lançamento do primeiro single “Mão na Mão” pelo blog Amplificador do O Globo, em 2016. Na sequência, em 2017, durante os acontecimentos pessoais já citados, foi lançado o segundo single “Dia Desses”, uma valsa em parceria com o conterrâneo Zé Manoel. “Nela digo do que não dá pra ver em nós. Uma canção sobre o que nos faz vibrar seres humanos”, traduz.

  “Diamante Hortelã” é um disco de sutilezas, de mensagens que dialogam com qualquer pessoa atenta às transformações, ao simples, às relações interpessoais. Sobre o título que conduz o trabalho Raphael diz: “Tenho gosto pelas duas palavras. São daquelas que dão conta dos objetos que representam. Mas, ao percebê-las assim, juntas, sempre as sinto vivas e num movimento contínuo de autofagia que ao mesmo passo que as derrete, as funde. É aí que enxergo num ponto invisível a insistente formação clara de uma terceira imagem, um fractal, este sem significado traduzível ou descritível, fruto deste enlace movediço, cria da soma e da redução do óleo de suas palavras-mãe. Diamante Hortelã dito assim é outra coisa. É coisa que não é coisa alguma, que não se pode pegar. Fogo que só se justifica pelo calor do efêmero. Feito adaptável como água, não é água, mas escorre como um rio escorre, e carrega por onde quer carregar a sua própria razão de existir. Multiplicação celular, mutação eterna, alma, ponto de luz, explosão, energia, estrela. Nascimento. É na órbita desta imagem movediça que vivem as canções que compõem este meu primeiro disco. Em volta deste núcleo construímos esta ideia que já começou sem fim, infinita”.